Política

Após reunião no Planalto, governo evita falar em mudança da meta fiscal e diz que esforço é para 'ampliar arrecadação'

Após reunião no Palácio do Planalto, integrantes do governo federal evitaram falar diretamente sobre eventual mudança na meta fiscal para 2024, optando por destacar que o principal esforço da equipe econômica está focado em ampliar a arrecadação de receitas.

A postura do governo reflete a cautela política diante de um debate delicado que permeia a relação entre Poder Executivo eLegislativo. A meta fiscal, que estabelece o limite para o crescimento das despesas públicas em relação à receita, é um dos pilares da gestão fiscal brasileira e diretamente ligada à credibilidade do país perante investidores e agências de classificação de risco.

O contexto da reunião

A reunião no Planalto contou com a participação de membros da equipe econômica e de lideranças do Congresso Nacional. O encontro ocorre em um momento em que o governo busca equilibrar a necessidade de investimentos em políticas sociais com a manutenção da estabilidade fiscal prometida durante a campanha eleitoral.

Segundo fontes envolvidas nas tratativas, o foco das discussões girou em torno de mecanismos para aumentar a eficiência na cobrança de tributos e combate à sonegação fiscal, em vez de alterar os parâmetros que definem a meta de resultado primário.

A estratégia de ampliação da arrecadação

O governo tem apostado na melhoria da arrecadação como caminho para cumprir as obrigações fiscais sem a necessidade de recuar na meta estabelecida. Entre as medidas em discussão estão:

  • Aperfeiçoamento dos controles sobre aNotas Fiscais eletrônicas
  • Intensificação da fiscalização sobre setores com elevados índices de sonegação
  • Modernização dos sistemas de cobrança da Receita Federal
  • Ampliação da base de contribuintes por meio da formalização de trabalhadores informais

Reações do mercado e do Parlamento

Analistas econômicos observam que a indefinição sobre a meta fiscal gera incertezas no mercado financeiro. A manutenção ou alteração do parâmetro fiscal tem impacto direto na avaliação de risco-país e, consequentemente, nos custos de financiamento do governo.

No Congresso, a posição do governo recebe críticas de parlamentares que defendem maior flexibilidade nas regras fiscais para viabilizar investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura. Outros, por sua vez, apoiam a postura de manter o rigor fiscal como forma de preservar a confiança dos investidores.

O que se espera nos próximos meses

As próximas semanas serão decisivas para a definição do rumo da política fiscal brasileira. O governo deverá apresentar ao Congresso a proposta orçamentária para 2024, que trará os números que orientarão o debate sobre a meta fiscal.

Enquanto isso, a equipe econômica segue trabalhando na construção de um consenso que permita ao país manter a estabilidade fiscal sem abrir mão dos compromissos sociais assumidos. O desafio consiste em encontrar o equilíbrio entre a responsabilidade com as contas públicas e a necessidade de impulsionar o crescimento econômico.

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