Desemprego cai a 7,7% em setembro, com recorde de trabalhadores ocupados no país, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 7,7% em setembro de 2023, o menor nível desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa uma queda significativa em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 7,9%.

Recorde de ocupados

O levantamento também apontou um recorde no número de pessoas ocupadas, que atingiu 100,8 milhões. Esse marco reflete a recuperação do mercado de trabalho brasileiro após os impactos da pandemia de COVID-19. A queda do desemprego está associada ao crescimento econômico, à formalização de vagas e à política de transferência de renda.

Setores que mais contrataram

Os setores de Serviços e Comércio lideraram a geração de empregos no período. A pesquisa mostra que houve crescimento na ocupação em atividades como atendimento ao público, entregas e vendas. Além disso, o setor industrial também apresentou sinais de recuperação, com maior demanda por trabalhadores qualificados.

Principais indicadores

  • Taxa de desemprego: 7,7% (queda de 0,2 ponto percentual)
  • Pessoas ocupadas: 100,8 milhões (recorde histórico)
  • Desempregados: 12,4 milhões
  • Força de trabalho: 113,2 milhões de pessoas

Expectativas para o futuro

Economistas avaliam que a tendência de queda do desemprego deve se manter nos próximos meses, caso o crescimento econômico continue firme. No entanto, alertam para a necessidade de manter políticas que incentivem a formalização e a qualificação profissional. A estabilidade no mercado de trabalho é fundamental para o aumento do consumo e o desenvolvimento social.

Importância para a economia

Um mercado de trabalho mais forte contribui diretamente para a arrecadação de impostos, a redução da desigualdade social e o fortalecimento do consumo interno. Com mais pessoas empregadas e com renda, cresce a capacidade de investimento das famílias, o que impulsiona setores como varejo, construção civil e serviços.

A pesquisa do IBGE é um dos principais indicadores para o acompanhamento da situação socioeconômica do país e orienta decisões em âmbito público e privado.