O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pretende continuar trabalhando em parceria com o Banco Central do Brasil (BC) para que o ciclo de corte da taxa básica de juros, a Selic, prossiga. A declaração foi feita em meio ao debate sobre o rumo da política monetária no país.
Haddad destacou que a relação entre o governo federal e o BC é fundamental para a estabilidade econômica e para a manutenção de um ambiente favorável ao crescimento. Segundo o ministro, a coordenação entre as políticas fiscal e monetária é essencial para garantir que os benefícios da redução dos juros cheguem à economia real.
A taxa Selic vinha em trajetória de queda desde agosto de 2023, quando o Copom (Comitê de Política Monetária) iniciou o ciclo de relaxamento monetário com um corte de 0,5 ponto percentual, reduzindo a meta para 13,25% ao ano. Na sequência, o comitê seguiu reduzindo a taxa em reuniões posteriores, sinalizando compromisso com a desinflação.
O ambiente macroeconômico apresentava sinais de desaceleração da inflação, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrando queda consistente em relação ao ano anterior. Esses dados embasavam a expectativa de continuidade dos cortes, o que traria alívio para empresas e consumidores que sofriam com o custo elevado de crédito.
A parceria entre Fazenda e BC também estava no centro do debate sobre a independência do banco central, formalizada em 2021. Haddad reforçou que respeitar o mandato do Copom não impede o diálogo institucional entre os órgãos, especialmente em momentos de transição na política econômica.
Analistas do mercado financeiro observavam que a coordenação entre os dois pilares da política econômica brasileira era vista como positiva para a credibilidade das instituições e para a ancoragem das expectativas de inflação, fatores que influenciam diretamente as decisões do Copom.
O compromisso de Haddad com a continuidade do ciclo de corte reforçava a mensagem do governo de que a política fiscal estava alinhada com o objetivo de desaceleração dos preços, sem abrir mão dos investimentos públicos e da proteção social.