A Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou uma nota oficial em resposta à prisão, pela Polícia Federal, de suspeitos de integrar uma célula terrorista que planejava atentados no país. A entidade afirmou que a ação policial reforça a necessidade de permanente vigilância e combate ao antissemitismo, que tem crescido em various regiões do mundo.
A operação, deflagrada na quarta-feira (8), resultou na detenção de dois homens em São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com a PF, os suspeitos tinham ligações com a organização Hezbollah e estavam reunindo materiais para a confecção de explosivos. A Conib destacou que o caso demonstra a importância da cooperação internacional e da inteligência no enfrentamento ao terrorismo.
Neste mesmo contexto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pronunciaram-se sobre o tema. Em discurso em evento no Rio de Janeiro, Barroso afirmou que "o antissemitismo é uma forma de racismo que deve ser combatida com firmeza e educação". Ele enfatizou que a tolerância zero com a discriminação é um pilar do Estado democrático de direito.
Pacheco, por sua vez, publicou nas redes sociais que "o Brasil é um país plural e acolhedor, onde não há espaço para o ódio e a violência". O parlamentar declarou seu apoio integral às ações das autoridades na apuração do caso e na garantia da segurança dos cidadãos.
A Confederação Israelita recordou que o antissemitismo tem manifestado em diferentes formas, desde discursos de ódio na internet até atos físicos de violência. A entidade pediu que as autoridades intensifiquem as ações de monitoramento e que a sociedade civil se mobilize para promover a paz e o respeito à diversidade.
O caso ainda está sob investigação, e novos detalhes podem surgir nas próximas semanas. A Conib permanece em contato com os órgãos de segurança para acompanhar o desdobramento das apurações.