Levantamento revela queda nos casos de dengue e chikungunya em Porto Velho

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e chikungunya

Um levantamento epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho aponta uma queda significativa nos registros de dengue e chikungunya na capital de Rondônia. O dado, referente ao acumulado do ano até outubro, mostra uma redução em comparação ao mesmo período do ano anterior, sinalizando um possível efeito das medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

De acordo com os dados oficiais, os casos notificados de dengue na cidade apresentaram uma redução de aproximadamente 30% neste ano. A chikungunya, doença transmitida pelo mesmo vetor, também registrou queda nos números. As autoridades sanitárias atribuem o resultado ao intensificado trabalho de agentes de endemias, campanhas de conscientização na população e à ação comunitária de eliminação de criadouros.

Contexto e Importância da Queda de Casos

Porto Velho, como grande centro urbano na região norte do Brasil, enfrenta anualmente o desafio de controlar as arboviroses transmitidas pelo Aedes. A estação chuvosa, que vai de outubro a abril, costuma ser o período de maior risco, com o aumento do número de focos e, consequentemente, de casos humanos. Por isso, uma queda nos registros até o início da temporada de chuvas é vista com otimismo.

A redução dos casos é crucial para o sistema de saúde municipal, pois evita o colapso nas unidades básicas de saúde e hospitais, que ficam sob pressão durante os picos de contaminação. Além disso, minimiza os impactos econômicos e sociais, uma vez que a dengue e a chikungunya causam ausências no trabalho e na escola, além de potenciais complicações de saúde.

Ações Realizadas e Recomendações

Para sustentar essa queda e evitar uma nova escalada, a Secretaria de Saúde reforça a importância da participação de toda a comunidade. As principais recomendações incluem:

  • Eliminação de água parada: Verificar semanalmente caixas d'água, tonéis, pneus velhos, garrafas e qualquer recipiente que possa acumular água.
  • Uso de telas: Manter telas em janelas e portas para impedir a entrada dos mosquitos.
  • Repelentes: Utilizar repelentes, especialmente em horários de maior atividade do mosquito (amanhecer e entardecer).
  • Notificação imediata: Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas na pele e dor atrás dos olhos, procurar rapidamente uma unidade de saúde.

O combate à dengue e à chikungunya é uma luta contínua que depende não apenas dos órgãos públicos, mas do engajamento diário de cada cidadão. A queda nos casos é um motivo para comemorar, mas também um lembrete de que a vigilância precisa ser constante para que a capital rondoniense possa manter esses números em níveis controlados.

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