César Suárez, promotor que investigava ataque a canal de TV no Equador, é assassinado, diz Ministério Público

O promotor equatoriano César Suárez, responsável por investigar o ataque violento ao canal de televisão TC Televisión na cidade de Guayaquil, foi assassinado a tiros na quarta-feira, 17 de janeiro de 2024. A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Equador.

De acordo com as autoridades, Suárez foi alvejado enquanto se deslocava de veículo em Guayaquil, a maior cidade costeira do país sul-americano. O ataque ocorreu em um período de intensa crise de segurança no Equador, que havia declarado estado de emergência após uma série de violências ligadas ao tráfico de drogas.

O contexto do ataque ao TC Televisión

O ataque ao TC Televisión, canal 5, ocorreu no dia 9 de janeiro de 2024, quando homens armados invadiram as instalações da emissora durante uma transmissão ao vivo. O episódio chocou o país e o mundo, com imagens dos invasores apontando armas para os funcionários enquanto o sinal continuava no ar. O canal ficou fora do ar por cerca de duas horas durante a invasão.

César Suárez foi designado para conduzir a investigação criminal sobre o caso. Sua morte levantou preocupações sobre a segurança dos agentes públicos envolvidos no enfrentamento ao crime organizado no país.

A crise de segurança no Equador

O Equador vivia uma escalada de violência desde o início de 2024. O presidente Daniel Noboa havia decretado estado de emergência e classificado dezenas de organizações criminosas como terroristas, autorizando Forças Armadas a atuar em operações de segurança interna. A situação se agravou após a fuga do líder do Sinaloa, Adolfo Macías, conhecido como "Fito", de uma prisão em Guayaquil.

A morte de César Suárez somou-se a uma série de ataques contra figuras públicas, jornalistas e membros do sistema de justiça no Equador, reforçando as dificuldades enfrentadas pelo governo no combate ao crime organizado.

Reações internacionais

O assassinato do promotor gerou condenações de organismos internacionais e de governos da região. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestaram preocupação com a situação dos operadores de justiça no Equador.

A defensoria pública e associações de promotores do Equador exigiram investigação imediata e medidas de proteção para os profissionais envolvidos em casos de alta criminalidade no país.