O Papa Francisco, com 87 anos, abordou recentemente sua saúde e as especulações sobre uma possível renúncia ao papado, afirmando que, embora reconheça suas limitações físicas, a renúncia continua sendo uma "hipótese distante".
Em entrevista coletiva com jornalistas durante um voo de volta a Roma, o pontífice explicou que sua saúde é monitorada de perto, mas que sua capacidade de trabalho não foi gravemente comprometida. "Continuo trabalhando, recebendo pessoas, dirigindo a Igreja. A renúncia não está na mesa", declarou ele, reforçando seu compromisso com o ministério.
Francisco mencionou que, assim como seus antecessores, ele reza todos os dias para ter discernimento sobre o futuro, mas que, no momento, sente-se capacitado para continuar. Ele destacou que a saúde de uma pessoa da sua idade naturalmente apresenta reveses, referindo-se a suas recentes dificuldades ao caminhar e a uma operação no abdômen em 2023.
O tema da renúncia papal ganhou relevância após o Papa Bento XVI ter se tornado o primeiro pontífice em quase 600 anos a renunciar, em 2013. No entanto, Francisco tem repetido ao longo de seu pontificado que a renúncia seria um caminho apenas em caso de grave impedimento físico ou mental, algo que ele afirma não ser o caso atualmente.
Ele também usou a ocasião para falar sobre os desafios da Igreja contemporânea, incluindo a necessidade de acolher os marginalizados e combater as injustiças sociais, temas centrais de seu pontificado. "A Igreja não é uma organização perfeita, mas é a casa do povo de Deus, e isso me mantém trabalhando", complementou.
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