No dia 22 de março de 2024, o complexo de entretenimento Crocus City Hall, localizado em Krasnogorsk, na região de Moscou, foi alvo de um devastador atentado terrorista que resultou na morte de pelo menos 145 pessoas e deixou centenas de feridos. O Estado Islâmico (ISIS) reivindicou a autoria do ataque e publicou um comunicado em que afirma que a ação "faz parte de uma guerra violenta contra países que combatem o islã".
O que aconteceu no Crocus City Hall
Os invasores armados entraram no local por volta das 20h, horário de Moscou, durante a apresentação da banda Picnic. Os atiradores abriram fogo contra a multidão presente e, em seguida, incendiaram o edifício. O incêndio que se seguiu destruiu grande parte da estrutura do auditório, que comportava cerca de 6.200 pessoas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram o caos durante a evacuação, com plateia tentando escapar pelas saídas de emergência enquanto o fogo se alastrava pelo teto e pelas paredes do local.
Reivindicação do Estado Islâmico
O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque por meio de seu canal oficial de comunicação no Telegram. No comunicado, o grupo extremista afirma que cinco homens armados realizaram a operação, causando "centenas de mortos e feridos" antes de fugirem do local. A filial afegã do grupo, conhecida como ISIS-K (Estado Islâmico - Khorasan Province), é apontada pelas autoridades de inteligência como a organização por trás do atentado.
A afirmação de que o ataque faz parte de uma "guerra violenta contra países que combatem o islã" reforça a narrativa do grupo de que suas ações terroristas são retaliações contra nações que se opõem ao extremismo islâmico. A Rússia, apesar de não fazer parte da coalizão ocidental no Oriente Médio, tem envolvimento em conflitos na Síria e combate o extremismo no Cáucaso Norte.
Investigações e detenções
As autoridades russas iniciaram uma investigação imediata e intensa nos dias seguintes ao ataque. Vários suspeitos foram detidos, incluindo quatro homens que teriam participado diretamente da ação armada. O presidente russo Vladimir Putin classificou o ataque como um "ato bárbaro de terrorismo" e prometeu que os responsáveis seriam devidamente punidos. A segurança em eventos públicos em todo o país foi reforçada após o atentado.
Contexto histórico
O atentado ao Crocus City Hall é considerado o pior ataque terrorista na Rússia desde o episódio de Beslan, em 2004, quando militantes tomaram uma escola no Norte do Cáucaso, resultando na morte de mais de 330 pessoas, a maioria crianças. O ataque também levantou questões sobre a capacidade de inteligência russa de prevenir ações extremistas, especialmente considerando que os serviços de inteligência dos Estados Unidos haviam emitido um alerta semanas antes sobre a possibilidade de um ataque em Moscou.
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