Professores e técnicos-administrativos das instituições federais de ensino no estado de Rondônia, Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Instituto Federal de Rondônia (Ifro), iniciaram uma paralisação de atividades nesta terça-feira (15). A greve é deflagrada por uma série de reivindicações que incluem melhorias salariais, reajuste do quadro de pessoal e condições de trabalho mais adequadas para o desenvolvimento das funções acadêmicas e administrativas.
Principais reivindicações
O movimento grevista é organizado por sindicatos que representam o funcionalismo das duas instituições. Entre os pontos centrais das negociações, destacam-se:
- Reajuste Salarial: Os servidores pleiteiam um percentual que compense a inflação acumulada e valorize o trabalho desenvolvido nas universidades e institutos federais.
- Piso Salarial Docente: A equiparação do piso salarial dos professores com o de outros setores da educação básica e superior é uma demanda histórica.
- Concursos e Remoção: A realização de concursos públicos para reposição de pessoal aposentado e a regulamentação da remoção de servidores entre câmpus são itens que visam melhorar o funcionamento administrativo.
- Investimento em Infraestrutura: Reivindicações por verbas para manutenção predial, laboratórios, bibliotecas e TI também integram o pacote de exigências.
Impacto nas atividades acadêmicas
A paralisação já começou a afetar o calendário letivo nos dois campi da Unir, em Porto Velho e Ji-Paraná, e nos diversos módulos do Ifro espalhados pelo estado. Aulas, provas e práticas em laboratório estão suspensas até que haja um posicionamento definitivo das administrações centrais das instituições e do Ministério da Educação. Estudantes são orientados a acompanhar os canais oficiais das universidades para informações sobre a reposição das aulas perdidas.
Posicionamento das instituições
Em notas oficiais, as administrações da Unir e do Ifro informaram que mantêm canais de diálogo abertos com as categorias e que estão aguardando a formalização das demandas para dar início a negociações. As instituições destacam o compromisso com o cumprimento do calendário acadêmico e com a continuidade dos projetos de extensão e pesquisa, pedindo compreensão da comunidade universitária e da sociedade rondoniense.
Contexto e precedentes
Este não é o primeiro movimento grevista nas instituições de ensino superior federais de Rondônia. Em anos anteriores, paralisações semelhantes ocorreram em busca de condições mais justas de trabalho e de investimentos que garantam a qualidade do ensino público. O estado de Rondônia, como了许多 outros da região Norte, enfrenta desafios específicos em termos de infraestrutura educacional e captação de recursos para as universidades federais.
Desdobramento esperado
Os sindicatos que lideram o movimento afirmam que a greve será mantida até que uma pauta de negociação concreta seja apresentada pelas autoridades competentes. A previsão é de novas assembleias para definir os próximos passos, caso não haja avanço nas conversas nos próximos dias. A comunidade acadêmica acompanha de perto os desdobramentos, na expectativa de que um acordo seja alcançado sem prolongamento excessivo da paralisação.