Acre fica isolado por via terrestre após BR-364 ser interditada devido ao transbordo do Rio Jamari em RO

A interdição da BR-364, principal via de acesso terrestre que liga o estado de Rondônia ao Acre, após o transbordo do Rio Jamari na região de Porto Velho, isola o estado acreano por via terrestre. O fenômeno, provocado pelo aumento do nível do rio devido às chuvas intensas na região, torna a passagem por trechos da rodovia impossível para veículos de passeio e cargas.

O trecho mais afetado fica na altura do km 182, onde as águas do Jamari invadiram a pista e a pista de retorno. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a circulação foi completamente bloqueada para garantir a segurança dos motoristas. Caminhões e ônibus precisam aguardar a normalização do nível da água ou utilizar rotas alternativas, que são longas e nem sempre em condições ideais.

O isolamento do Acre por via terrestre traz impactos diretos para o escoamento da safra agrícola, o abastecimento de produtos básicos e o deslocamento de pessoas. Empresas de transporte de carga já apontam prejuízos com atrasos nas entregas. Moradores que precisam viajar para o interior do estado ou para outros estados enfrentam dificuldades, com muitos optando por voos, que têm preços mais elevados nesse período.

Medidas alternativas e monitoramento

Equipes da Defesa Civil, do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e da prefeitura local monitoram a situação 24 horas. A previsão de tempo indica mais chuvas para os próximos dias, o que pode agravar a situação. Como medida alternativa, o governo do estado estuda a reabertura parcial de uma pista de terra nas proximidades, desde que apresente segurança viária mínima.

Os motoristas são orientados a acompanhar os boletins oficiais da PRF e do DNIT antes de iniciar a viagem. Não há previsão precisa para a reabertura total da BR-364, que depende da descida do nível do Rio Jamari. Este tipo de evento recorrente na região evidencia a vulnerabilidade da infraestrutura viária de Rondônia e a necessidade de investimentos em soluções de engenharia que mitiguem os efeitos das cheias periódicas.