Funcionários são presos por suspeita de matar empresário com colher de pau e jogar corpo em rio em RO

Dois funcionários foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Rondônia sob suspeita de matar o empresário Antônio Carlos Ferreira, de 58 anos, com uma colher de pau e posteriormente jogar o corpo no Rio Madeira, em Porto Velho.

De acordo com a investigação, o crime teria ocorrido na noite de segunda-feira (13) no galpão comercial onde a vítima mantinha seu negócio de compra e venda de materiais de construção, no bairro da Cidade Nova.

A polícia aponta que os suspeitos — identificados como João Pereira da Silva, 34 anos, e Marcos Antônio de Oliveira, 29 anos — eram funcionários da empresa e já trabalhavam com o empresário há aproximadamente dois anos. O motive do crime, segundo a Polícia Civil, seria uma questão financeira ligada a valores que a vítima teria descontado dos salários dos acusados.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH), o corpo do empresário foi encontrado na manhã de terça-feira (14) por pescadores na margem do Rio Madeira, nas proximidades do bairro Cidade Nova. As primeiras diligências apontaram sinais de violência na vítima, e a autópsia confirmou que a causa da morte foi traumatismo craniano severo, compatível com golpes de objeto contundente.

As câmeras de segurança do estabelecimento comercial auxiliaram a polícia a identificar os suspeitos. O registro em vídeo mostrou os dois funcionários saindo do galpão em horário incompatible com o expediente normal e com comportamento suspeito. A investigação foi conduzida pela equipe da DH com apoio da Patrulha Militar.

A prisão em flagrante aconteceu na quarta-feira (15) por volta das 14h, quando os suspeitos foram encontrados em um bar no centro de Porto Velho. Ambos foram autuados em prisão preventiva e encaminhados para a Penitenciária Masculina de Porto Velho.

A Polícia Civil informou que os suspeitos negaram as acusações durante o interrogatório, mas as evidências materiais — incluindo o registro em câmeras, depoimentos de testemunhas e o laudo preliminar do IML — foram suficientes para a manutenção da prisão.

A família do empresário prestou depoimento na delegacia e informou que Antônio Carlos era um homem trabalhador e respeitado na comunidade. O velório foi realizado no Cemitério São João Batista, em Porto Velho, na quinta-feira (16).

A investigação continua aberta para esclarecer se há outros envolvidos no crime. A polícia não descarta a possibilidade de que a ação tenha envolvido planejamento prévio por parte dos suspeitos.

O caso reforça a importância da manutenção de sistemas de monitoramento por câmeras em estabelecimentos comerciais, que foram fundamentais para a elucidação rápida do crime, segundo os investigadores.