Inflação pelo IGP-DI acelera alta para 2,01% em janeiro com pressão de commodities e combustíveis

Gráfico mostrando a evolução da inflação pelo IGP-DI

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), produzido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), registrou alta de 2,01% em janeiro de 2024, acelerando em relação ao mês anterior. O resultado é impulsionado sobretudo pela pressão de commodities internacionais e pelo reajuste nos preços dos combustíveis.

O IGP-DI é um dos principais indicadores de inflação no Brasil e é frequentemente utilizado para atualizar contratos, aluguéis e tarifas de serviços públicos. Sua composição abrange três índices componentes: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-FIPE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do IBGE) e o Índice de Preços por Atacado (IPA, da FIPE).

Principais fatores do aumento

A elevação do IGP-DI em janeiro reflete, em grande parte, a valorização de commodities como petróleo, minério de ferro e produtos agrícolas no mercado internacional. O barril de petróleo, por exemplo, sofreu oscilações significativas devido a tensões geopolíticas e cortes de produção, encarecendo o custo de matérias-primas e insumos no Brasil.

Além das commodities, os preços dos combustíveis tiveram impacto direto. A Petrobras ajustou valores da gasolina e do etanol em janeiro, refletindo a cotação do petróleo e o câmbio. Esses reajustes alimentaram o IPA, componente do IGP-DI com maior peso, que avançou 2,92% no mês.

Impactos para o consumidor

Para o consumidor brasileiro, a aceleração do IGP-DI pode significar reajustes em contratos de aluguel e em tarifas de serviços que utilizam esse índice como referência. Além disso, o encarecimento de insumos pode se refletir em preços finais de produtos industrializados ao longo dos próximos meses.

Economistas alertam que a persistência da pressão inflacionária em indicadores como o IGP-DI reforça a necessidade de atenção por parte do Banco Central na condução da política monetária, mesmo com a queda recente do IPCA. A volatilidade de commodities e a instabilidade no mercado internacional de energia permanecem fatores de risco para a estabilidade de preços no país.