Israel ordenou uma nova evacuação em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, enquanto suas forças armadas se preparam para expandir as operações militares na região. A decisão foi anunciada pelo escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e marca uma nova fase no conflito que devastou o território palestino.
De acordo com fontes militares israelenses, a ordem de evacuação atinge áreas residenciais densamente povoadas de Rafah, onde centenas de milhares de deslocados internos haviam buscado abrigo desde o início das operações. As autoridades israelenses informaram que civis devem se dirigir para zonas designadas como seguras no centro da Faixa de Gaza.
O comando sul das Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmou que a expansão das operações é necessária para desmantelar a infraestrutura militar do Hamas na região de Rafah, que continua sendo um ponto estratégico no conflito. Segundo os militares, túneis subterrâneos e arsenais de armas foram identificados na área.
A comunidade internacional reagiu com preocupação à escalada. A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou profunda inquietude com a situação humanitária na Faixa de Gaza, onde a escassez de alimentos, água e assistência médica atinge níveis críticos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou a situação de "catastrófica" e fez um apelo pelo cessar-fogo imediato.
Estados Unidos, principal aliado de Israel, manifestou preocupação com a expansão das operações em áreas civis. O Departamento de Estado norte-americano pediu que Israel tome precauções para minimizar baixas civis e garanta o acesso de ajuda humanitária à população afetada.
O Hamas, por sua vez, condenou a ordem de evacuação e acusou Israel de "agressão contínua contra o povo palestino". Portavozes do grupo armado afirmaram que a resistência continuará até que as demandas palestinas sejam atendidas, incluindo o fim do bloqueio e a libertação de prisioneiros.
A situação humanitária em Rafah é descrita por organizações de ajuda como desesperadora. A Agência de Obras e Socorro das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou que as condições nos abrigos improvisados são insustentáveis, com superlotação extrema e falta de recursos básicos.
Representantes de vários países da região, incluindo Egito e Jordânia, expressaram oposição à expansão das operações militares em Rafah, alertando para os riscos de uma catástrofe humanitária ainda maior. O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, reiterou a necessidade de uma solução política para o conflito.
Analistas militares observam que a expansão das operações em Rafah pode representar um momento decisivo no conflito, com implicações significativas para o equilíbrio de poder na região e para as perspectivas de uma resolução duradoura. A comunidade internacional continua dividida sobre o melhor caminho a seguir.