Moradores de Candeias do Jamari Pedem Suspensão de Licença para Areal em Área Urbana

Moradores do bairro São Sebastião, em Candeias do Jamari (distante cerca de 18 km de Porto Velho), hanno entrado com um pedido formal de suspensão de uma licença ambiental que autoriza a extração de areia em uma área urbana da cidade. A alegação central é que a atividade de mineração está causando danos significativos à comunidade, tanto em termos ambientais quanto de saúde pública.

A extração de areia, muitas vezes realizada para abastecer a indústria da construção civil, é uma atividade que, quando mal regulamentada ou fiscalizada, pode trazer sérios problemas. No caso específico de Candeias do Jamari, os moradores relatam a emissão constante de poeira, a degradação de áreas verdes e a possibilidade de contaminação de nascentes e lençóis freáticos. Além disso, a movimentação de caminhões pesados em ruas residenciais gera transtornos como trânsito intenso, ruído excessivo e danos à infraestrutura viária.

O Pedido de Suspensão

O documento protocolado pelos moradores nas instâncias competentes (incluindo a Prefeitura Municipal e o Instituto de Meio Ambiente de Rondônia - IMAM) solicita a imediata suspensão da licença até que se realize uma auditoria completa e transparente sobre os impactos reais da operação. Os moradores argumentam que a outorga foi concedida sem uma participação pública adequada e sem estudos de impacto ambiental que considerem a proximidade de áreas residenciais, escolas e unidades de saúde.

Principais Preocupações da Comunidade

  • Saúde Pública: A inalação de poeira fina (material particulado) pode agravar doenças respiratórias, como asma e bronquite, especialmente em crianças e idosos.
  • Meio Ambiente: A retirada de areia altera o fluxo natural da água, podendo causar erosão e assoreamento de rios e igarapés próximos.
  • Qualidade de Vida: O barulho constante de máquinas e caminhões, além do tráfego intenso, afeta o bem-estar e a tranquilidade dos moradores.
  • Segurança Viária: A presença de veículos de grande porte em ruas não projetadas para esse tipo de tráfego aumenta o risco de acidentes.

A comunidade tem se organizado em assembleias e está recolhendo assinaturas para fortalecer o pedido. Representantes dos moradores destacam que não são contra o desenvolvimento econômico, mas exigem que esse desenvolvimento ocorra de forma sustentável e respeitando os direitos básicos da população residente.

O Lado da Empresa

Até o momento da publicação desta notícia, a empresa responsável pela extração não se pronunciou oficialmente sobre as alegações. Em situações semelhantes, o setor argumenta frequentemente que a atividade gera empregos locais e é essencial para o abastecimento de matéria-prima para obras de infraestrutura e moradia na região.

O Papel dos Órgãos Competentes

A decisão sobre a suspensão ou não da licença agora está nas mãos dos órgãos reguladores. O Instituto de Meio Ambiente de Rondônia (IMAM) deve analisar a documentação apresentada pela comunidade e realizar vistorias in loco. A Prefeitura Municipal de Candeias do Jamari também tem papel fundamental na fiscalização do uso do solo e no cumprimento das normas urbanísticas.

O caso tem chamado a atenção de ativistas ambientais e de membros do Ministério Público, que acompanham a situação para garantir que os procedimentos legais sejam seguidos e que os direitos da comunidade sejam respeitados.

Como Fica a Situação?

Por ora, a extração continua ocorrendo, mas a pressão popular e o scrutiny dos órgãos públicos podem levar a uma revisão da licença. A comunidade de São Sebastião promete seguir mobilizada até que suas demandas sejam atendidas. Este episódio reforça a importância do engajamento cívico e da participação popular nas decisões que afetam diretamente a vida e o meio ambiente das cidades.

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