Rondônia é o 2º estado da Amazônia Legal que mais perdeu áreas protegidas nos últimos anos, diz IPAM

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) apontou que Rondônia ficou em segundo lugar entre os estados da Amazônia Legal com maior perda de áreas protegidas nos últimos anos. O dado reforça a urgência das discussões sobre conservação ambiental no estado e na região amazônica como um todo.

O IPAM é uma das principais instituições de pesquisa ambiental do Brasil, dedicada ao estudo dos ecossistemas amazônicos e às políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da região. Com base em dados de monitoramento por satélite e análises técnicas, a instituição periodicamente publica estudos sobre desmatamento, degradação florestal e perda de unidades de conservação e terras indígenas.

Áreas protegidas na Amazônia Legal incluem unidades de conservação de uso sustentável e proteção integral, além de terras indígenas. Essas áreas desempenham um papel fundamental na manutenção da biodiversidade, na regulação do clima e na proteção dos recursos hídricos da região. A redução dessas áreas impacta diretamente as comunidades locais, os povos indígenas e os ecossistemas amazônicos.

Rondônia, situada no coração da Amazônia Legal, possui uma extensa rede de unidades de conservação e terras indígenas que abrigam uma biodiversidade significativa. A perda dessas áreas tem sido objeto de atenção de órgãos de fiscalização ambiental, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil que atuam na defesa do meio ambiente no estado.

O estado abriga unidades de conservação de grande relevância ecológica, como o Parque Nacional da Serra do Divisor, o Parque Nacional do Montese e diversas Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental. Além disso, Rondônia possui terras indígenas habitadas por diversos povos, cuja proteção é garantida pela Constituição Federal.

A situação de Rondônia reflete desafios enfrentados por toda a região amazônica, onde pressões econômicas e sociais frequentemente entram em conflito com os objetivos de conservação ambiental. O monitoramento contínuo realizado por instituições como o IPAM é essencial para subsidiar políticas públicas e ações de fiscalização voltadas para a proteção dessas áreas.

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