Sesau diz que não vai acatar recomendação do Cremero para transferir pacientes do Cosme e Damião em RO

A Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) declarou publicamente que não vai acatar a recomendação do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) para a transferência dos pacientes do Hospital Regional Cosme e Damião. A posição da pasta estadual gera debate sobre a gestão dos serviços de saúde no estado.

O que diz a recomendação do Cremero?

O Cremero, que regula e fiscaliza a profissão médica no estado, emitiu uma recomendação técnica solicitando a transferência dos pacientes do Cosme e Damião para outras unidades. Essa medida, segundo o conselho, visaria garantir a continuidade e a qualidade do atendimento, possivelmente diante de questões operacionais, de infraestrutura ou de gestão que afetariam o funcionamento adequado do hospital. A recomendação não é uma ordem, mas um parecer técnico que orienta decisões de saúde pública.

Por que a Sesau se recusa a acatar?

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) justificou sua posição argumentando que a decisão não atende ao planejamento estratégico e às necessidades reais dos pacientes e da população de Rondônia. Entre os pontos levantados pela pasta estão a manutenção do atendimento próximo à comunidade, a capacidade operacional dos próprios equipamentos do Cosme e Damião e a continuidade do tratamento sem interrupções que poderiam causar danos à saúde. A Sesau reforça que avalia todas as diretrizes técnicas, mas a decisão final sobre a operação de hospitais estaduais é de sua alçada, pautada em critérios epidemiológicos, logísticos e de acesso.

Contexto do Hospital Cosme e Damião

O Hospital Regional Cosme e Damião é uma unidade de referência no estado de Rondônia, atendendo uma demanda significativa de pacientes em diversas especialidades. Sua estrutura e importância na rede de saúde o tornam um ponto central nas discussões sobre alocação de recursos e gestão hospitalar. Questões como capacidade de leitos, equipamentos médicos, quadro de profissionais e demanda da população são fatores constantes nesse debate.

O que está em jogo?

A divergência entre a recomendação do Cremero e a posição da Sesau destaca tensões comuns na administração da saúde pública: a balança entre orientações técnicas de conselhos profissionais e as decisões políticas e administrativas do governo. Para os pacientes, o impasse gera incerteza sobre a continuidade de seus tratamentos. Para os profissionais de saúde, coloca em discussão a eficácia dos mecanismos de regulação e colaboração entre os órgãos. O caso do Cosme e Damião serve como exemplo dos desafios enfrentados na manutenção e reformulação dos serviços de saúde em estados da região Norte.

Possíveis desdobramentos

A situação pode evoluir para novos diálogos entre as partes, busca de mediação ou até decisões judiciais caso algum grupo considere que o atendimento esteja sendo prejudicado. A opinião pública e a cobertura da imprensa, como esta publicação, desempenham um papel importante na transparência e no acompanhamento dessas decisões que afetam diretamente a vida dos cidadãos. A cobertura do Jornal Ro continuará acompanhando este tema para informar nossos leitores sobre os próximos passos e desdobramentos.