Dólar abre em alta, refletindo temor por juros mais altos nos EUA e com inflação abaixo das expectativas no Brasil

Dólar reflete dados de inflação e rumo dos juros nos EUA

No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,69%, cotada a R$ 4,9409. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira recuou 0,12%, aos 119.034 pontos. Dólar reflete dados de inflação e rumo dos juros nos EUA
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O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (10), com o mercado ainda repercutindo falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que afirmou que os juros dos Estados Unidos ainda podem ter que subir mais para controlar o avanço da inflação do país.
No Brasil, o dia é de divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação subiu 0,24% em outubro, abaixo das expectativas do mercado financeiro.
Veja abaixo o dia nos mercados.
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Dólar
Às 09h03, o dólar subia 0,21%, cotado a R$ 4,9513. Veja mais cotações.
Na véspera, a moeda norte-americana teve alta de 0,69%, vendido a R$ 4,9409. Com o resultado, passou a acumular:
alta de 0,69% na semana;
queda de 1,98% no mês;
recuo de 6,39% no ano.

Ibovespa
O Ibovespa só começa a operar às 10h.
No dia anterior, o índice teve uma leve queda de 0,12%, aos 119.034 pontos. Com o resultado, passou a acumular:
alta de 0,40% na semana;
alta de 4,85% no mês;
alta de 8,11% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?
Os investidores seguem repercutindo as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre os rumos da política monetária dos Estados Unidos.
Ontem, ele afirmou que as autoridades do Federal Reserve "não estão confiantes" de que a taxa de juros esteja alta o suficiente para encerrar a batalha contra a inflação.
O chefe do Fed também disse que o BC norte-americano "está comprometido em alcançar uma postura de política monetária que seja suficientemente restritiva para reduzir a inflação para 2% ao longo do tempo". E alertou: "Não estamos confiantes de que alcançamos essa postura."
"Se for apropriado apertar ainda mais a política monetária, não hesitaremos em fazê-lo", disse, em uma conferência de pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A sinalização de Powell gera reflexos sobre a bolsa brasileira e a cotação do real. Na prática, juros mais altos nos Estados Unidos significam, entre outros pontos, migração de investimentos para títulos públicos norte-americanos e fuga de dólar, com consequente pressão sobre o câmbio.
Isso acontece porque esses títulos (Treasuries) são considerados os investimentos mais seguros do mundo. Quando eles passam a render mais, é normal que haja uma saída dos investidores de outros países — sobretudo os emergentes — como o Brasil.

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