A Rússia convocou nesta quinta-feira (7) a embaixadora dos Estados Unidos em Moscou, Lynne Tracy, para acusar os EUA de "ações subversivas" e interferência em "assuntos internos". O Kremlin ameaçou ainda expulsar o corpo diplomático norte-americano do país.
Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou usar armas nucleares "capazes de destruir a civilização" caso líderes ocidentais decidissem enviar tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para lutar contra a Rússia na guerra na Ucrânia.
A possibilidade que soldados da Otan passem a lutar contra tropas russas havia sido levantada dias antes pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
Nesta quinta, representantes do Ministério das Relações Exteriores disseram à embaixadora norte-americana que ONGs e diplomatas dos EUA vêm interferindo no que o Kremlin chama de "assuntos internos" russos, incluindo a guerra na Ucrânia, segundo a pasta.
"(Na reunião), destacamos em particular que as tentativas de interferência nos assuntos internos da Rússia […] serão reprimidas com veemência", afirmou o ministério em comunicado.
O governo russo acusou ainda os EUA de tentar intervir no processo de eleições presidenciais na Rússia, que acontecem na semana que vem e que deve reeleger Putin. E disse que, caso constate qualquer tipo de intervenção, vai declarar todo o corpo diplomático dos EUA na Rússia 'personas non gratas'.
O Ministério das Relações Exteriores também exigiu que a Embaixada dos EUA deixasse de apoiar organizações sem fins lucrativos norte-americanas que, segundo ele, executavam "programas anti-russos" no país com o objetivo de "recrutar 'agentes de influência' sob o pretexto de intercâmbios educacionais e culturais".
A Embaixada dos EUA na Rússia disse à agência de notícias Reuters que não comentaria a convocação.
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