Israel afirmou que os termos desta proposta foram amenizados pelo Egito e que não pode aceitar os termos do acordo. O Hamas disse em um comunicado que o chefe do grupo, Ismail Haniyeh, informou ao primeiro-ministro do Catar e ao chefe do departamento de inteligência do Egito que aceita a proposta elaborada pelos dois países. Fumaça de bombardeio na cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, em 6 de maio de 2024
Hatem Khaled/Reuters
O grupo terrorista Hamas afirmou nesta segunda-feira (6) que aceitou uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Egito e Catar –os dois países estão intermediando uma negociação de um acordo entre os palestinos e o governo de Israel, que estão em guerra na Faixa de Gaza.
De acordo com a agência Reuters, uma autoridade de Israel afirmou que os termos desta proposta foram amenizados pelo Egito e que não pode aceitar os termos do acordo. Ele disse que, aparentemente, o Hamas aceitou o cessar-fogo para que os israelenses sejam vistos como a parte que se recusa a chegar a um compromisso.
A informação de que o Hamas aceitou os termos foi inicialmente divulgada pela rede Al Jazeera, e depois confirmada pela agência de notícias Reuters.
O Hamas afirmou em um comunicado que o chefe do grupo, Ismail Haniyeh, informou ao primeiro-ministro do Catar e ao chefe do departamento de inteligência do Egito que aceitava a proposta elaborada pelos dois países. Ainda não há detalhes do que o acordo prevê .
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No fim de semana, alguns representantes do Hamas viajaram ao Cairo, no Egito, para discutir um cessar-fogo na guerra que travam na Faixa de Gaza.
No próprio fim de semana, as partes não chegaram a um acordo de trégua. A agência de notícias Reuters ouviu de um representante dos palestinos que essa rodada de negociações estava “perto do colapso”.
Hamas aceita proposta de cessar-fogo elaborada pelo Egito e pelo Catar
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o território israelense, matou 1.200 pessoas e sequestrou cerca de 250 –acredita-se que hoje ainda restam cerca de 130 reféns israelenses levados para a Faixa de Gaza.
Segundo as autoridades de Saúde de Gaza, controladas pelo Hamas, quase 35 mil palestinos morreram desde então e 77 mil foram feridos.
Israel deu sinais de que vai invadir Rafah
Mais cedo nesta segunda-feira, o Exército de Israel pediu que palestinos comecem a deixar a cidade Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, onde pretende fazer uma incursão por terra. Segundo o Hamas, tropas israelenses fizeram os primeiros bombardeios no leste da cidade, considerada o último refúgio de moradores do território palestino.
Por meio de um comunicado nas redes sociais, Israel pediu que os moradores deixem a região leste de Rafah com destino a Al-Mawasi, uma cidade vizinha, também na Faixa de Gaza, onde Israel disse ter criado uma zona humanitária com hospitais de campanha, tendas, alimentos e água.
O governo local, controlado pelo Hamas, afirmou que as tropas israelenses fizeram nesta segunda-feira os primeiros bombardeios à cidade, na parte leste. Israel não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Há semanas, as Forças Armadas de Israel vêm preparando a entrada em Rafah, onde Israel afirma que o Hamas tem seu último reduto dentro da Faixa de Gaza. No entanto, a cidade, na fronteira com o Egito, é também considerada o último refúgio para palestinos que fugiram de suas cidades no norte, no centro e até no sul do país ao longo da guerra.
Atualmente, cerca de 1,5 milhão de palestinos, mais da metade da população total da Faixa de Gaza, estão na cidade.
A comunidade internacional vem pressionando fortemente Israel para que abandone a ideia de entrar em Rafah. Na semana passada, no entanto, o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, reiterou sua intenção de fazer operações na cidade.
As Forças de Defesa de Israel alegaram que a evacuação que pediram nesta segunda tem “escopo limitado”. A ideia, segundo o Exército israelense, é que 100 mil pessoas localizadas no leste se desloquem.
Segundo o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, a ação militar no local seria necessária devido à recusa do Hamas em libertar reféns como parte das propostas para um cessar-fogo em Gaza.



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